A Paróquia

A nossa paróquia


Em 1965 as Irmãs Franciscanas da Mãe Dolorosa chegam em Goiânia. Instalam-se na região leste da capital, na Fazenda da Família Pedroso, hoje Vila Pedroso. A chegada das religiosas é a circunstância ideal para provocar a invasão do lugar por muitas famílias. Neste momento, as irmãs começam a trabalhar por esse povo. “Elas ajudam com a assistência social e religiosa nas casas de família e posteriormente, com os leigos, conseguem o território da futura paróquia”, relata o administrador paroquial, padre Rafael Oliveira da Silva. O nome da paróquia, portanto, é fruto da presença das religiosas que deu início a essa comunidade.

O trabalho das irmãs se estendeu também para a saúde e a educação. Ali próximo à paróquia, a escola Madre Francisca é fruto do trabalho pioneiro das religiosas. As missas e encontros, a princípio, aconteciam na capela da casa das irmãs, mas com o crescimento da comunidade, em 15 de setembro de 1983, Festa de Nossa Senhora das Dores, a paróquia foi erigida sob decreto do então Arcebispo de Goiânia, Dom Fernando Gomes dos Santos, que presidiu a primeira missa nesse mesmo dia. Ela foi desmembrada da Paróquia Bom Jesus, do Setor Novo Mundo.

Image OMB “O padre Kinkas era severo, mas um grande evangelizador que contribuiu bastante com a vida da nossa comunidade, principalmente com as famílias e as vocações. O padre Antônio Donizete era ecumênico, gostava de convidar membros de outras religiões para participar da vida comunitária conosco. Era também um grande ouvidor, jamais tomava decisões sozinho”. Na parte estrutural da igreja matriz, o Sr. Marcos fala do zelo dos padres Cláudio Eduardo de Faria e Carlos Gomes. “Eles reformaram a igreja, trocaram bancos, deram uma renovada muito boa. O padre Rafael também tem trabalhado muito nesse aspecto”, conta.


A missão de evangelizar

O Encontro Semanal ouviu por mais de meia hora o padre Rafael em entrevista. A Vila Pedroso é formada por migrantes vindos do Nordeste, principalmente baianos e maranhenses. A região conta uma área comercial diversa e uma população formada por muitos jovens. Segundo o padre, um dos desafios da paróquia é combater o fácil acesso dos jovens ao mundo das drogas. Para isso, um grupo de jovens está sendo formado e já conta com uma numerosa participação.

A fé católica, testemunha o padre, é uma marca da Vila Pedroso. “É um povo trabalhador, que caminha com a igreja com disponibilidade e alegria para servir”. Ele ressalta a atuação dos grupos de Liturgia, Casais Paroquial, Ministros Extraordinários da Comunhão, Acólitos e Coroinhas. Outro destaque é a Festa da Padroeira, bastante vivenciada pelos paroquianos. “Um encanto da nossa paróquia”, enfatiza o sacerdote.

Para fortalecer a evangelização comunitária, padre Rafael incentiva também as rezas nas casas com os grupos de vizinhos que são oito, presentes nas seis comunidades da paróquia. A peregrinação da Capelinha de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro acontece semanalmente. As missas semanais também tem tornado a vida nas comunidades mais presente e participativa. “Com as missas todos os fins de semana nas seis comunidades, o povo cresceu em participação e atuação e na matriz, a igreja sempre fica lotada a ponto de muitos ficarem de pé”.